13 de fevereiro 2020
Vença sua timidez! Se realize!
A vida nos traz gratas surpresas. Minha timidez era tão grande que ficava muito evidente na minha postura com uma cifose beeeem acentuada (corcunda). Olho minhas fotos com menos de trinta anos de idade e imagino como consegui não tropeçar nos meus próprios ombros, de tanto que eu dobrava o corpo.
Um dos motivos de minha timidez é a minha altura. Sempre muito alta para a minha idade, com muitos apelidos que me faziam "encolher" para ver se as pessoas deixariam de me enxergar alta, de falar apelidos que me chateavam e entristeciam.
Nas filas das escolas em ordem de tamanho, quase sempre, eu era a última.
Esse e outros motivos fizeram com que eu formasse em Educação Física (minha primeira graduação), sem conseguir apresentar trabalhos na frente da sala de aula. Eu até tentava apresentar os trabalhos junto com os grupos, mas, em poucos minutos, já começava a gaguejar. Meus colegas e amigos me socorriam para terminar a apresentação. Já durante a graduação em Direito, dezesseis anos depois, acontecia o contrário: eu pedia para apresentar trabalhos na frente da turma. Uma conquista deliciosa!
Durante a faculdade de Educação Física, quando eu começava a apresentar trabalhos, alguns colegas já gritavam do fundo da sala “É...como é que chama mesmo?”. E nós ríamos muito porque essa era a frase que eu gaguejava sempre que a timidez me impedia de falar.
Como consegui vencer essa timidez e me tornar palestrante?
O primeiro passo aconteceu em Tefé, Amazonas, durante os dois meses que estive lá, pelo Projeto Rondon. Já no primeiro dia na cidade, chegando de uma viagem cansativa, fui procurada pelo representante de um dos bairros para ajudá-los a iniciar um projeto de voleibol. Ele queria que eu fizesse uma reunião já no dia seguinte, em uma das ruas do bairro, com os moradores.
Levei um susto enorme, senti taquicardia (cérebro primitivo total), e me lembrei das salas de aula. “E agora? Como vou falar para pessoas que eu nunca vi, sem ter meus colegas e amigos por perto para me socorrer quando eu gaguejar e ficar com o rosto vermelho?” Eu tinha que ir nessa reunião porque esse era um dos objetivos do Projeto Rondon: ajudar comunidades a se desenvolverem, levar informações. Lembrando que não existia internet na época.
Confirmei minha presença, pedi o endereço e comecei a pensar como vencer a timidez. Os seguintes pensamentos me ocorreram: “Conheço bem o vôlei. Sei jogar. Se a timidez deixar, vou conseguir falar. Eles querem ajuda para criar um local, ter rede, etc. Como fazer isso?”.
Sempre gostei muito de desafios. E pensei “Já viajei até aqui. Não tem como voltar atrás. Essas pessoas precisam de ajuda. Elas vão poder contar comigo.” E transformei a vontade de ajudar na minha força e segurança para conseguir conversar com as trinta pessoas naquela reunião, no meio de uma rua sem calçamento, inclinada, com valetas por todo seu comprimento. Iniciei a reunião escutando a demanda dos moradores. Enquanto isso, pensava: “É como conversar com meus amigos. Vou conseguir.”
Desenvolver atividades na Rádio da cidade era uma das propostas dos acadêmicos de Comunicação. Assim, todos nós, das seis graduações ali presente, fomos convidados para entrevista na rádio. Esse foi mais um desafio que venci: falar na rádio. Cada equipe deste Projeto Rondon contava somente com um acadêmico de Educação Física. Não tinha como eu passar a responsabilidade para outra pessoa.
E assim, fui me fortalecendo emocionalmente para falar em público. Sinto muita gratidão por essa experiência no Projeto Rondon. Indico projetos sociais para todos os acadêmicos. São realidades que contribuem para nosso desenvolvimento pessoal e profissional.
De lá para cá, fui observando que as pessoas gostavam de ouvir o que eu tinha para falar, independente do tema. E cada vez que percebia o interesse dos ouvintes, eu ia me fortalecendo.
Outro divisor de águas na minha vida, foi quando aceitei o convite para ser a Coordenadora Estadual de Educação Física da Federação das APAEs de Minas Gerais. Eu tinha apenas oito anos de experiência na Educação Física das APAEs, mas, aceitei o convite porque eu pensava assim: “se a pessoa me convidou é porque ela enxerga que tenho competência para assumir o cargo, então, vou conseguir trabalhar nesta função sim.” Essa forma de pensar sempre me deu muita força para tudo. Vivenciei essas e outras situações na Gestão do Esporte e levei para todas as outras áreas da minha vida.
Falar para diretores e presidentes das APAEs de Minas Gerais foi muito desafiador porque eu era novata no meio de pessoas muito experientes. Minhas pernas bambearam novamente, outra taquicardia de medo, ou seja, mais cérebro primitivo agindo em mim (Neurociências e Comportamento). Meus superiores disseram que eu teria dez minutos para apresentar minha proposta de Gestão do Esporte na Federação. Porém, diante da grande interação com a plateia no auditório do hotel, a troca de experiências se estendeu por quarenta minutos. Foi espetacular e motivador!
Por isso, sugiro para todas as pessoas que são tímidas e que se acham incapazes, que procurem conhecer melhor suas emoções, descobrir onde começou sua timidez, em que ela te prejudica, como você pode se fortalecer. Através dos estudos sobre Inteligência Emocional e Neurociências e Comportamento, continuo meu processo de ir me superando dia a dia. Minhas superações se transformaram nos meus trabalhos com Palestras, Mentorias e Treinamentos da marca Inclusão Positiva, para ajudar outras pessoas.
Tome como uma das metas de sua vida, superar a timidez. Depois que conseguimos criar coragem para vencer o primeiro desafio, conseguimos vencer todos os outros. Faz alguns anos que iniciei o trabalho de mentoria para ajudar as pessoas a superarem suas dificuldades e conquistarem seus objetivos de vida como conquistei.
Sabe qual foi o último sonho que consegui realizar há apenas duas semanas (fevereiro 2020)? Estava almoçando em um restaurante com amigos. Criei coragem e pedi para o grupo que tocava samba e chorinho, se eu poderia cantar um samba com eles. Quem formou em Educação Física comigo, consegue imaginar a cena? Eu pedir o microfone para cantar em um restaurante onde eu não conhecia nem os músicos? Pois é, pessoal. Consegui realizar mais essa conquista! E o melhor, quando entreguei o microfone, o S. João me pediu para cantar mais uma, depois, mais uma e as pessoas que almoçavam, iam cantando junto comigo. Ou seja, foi um dos presentes mais incríveis que recebi na vida por ter sido corajosa!
A vida é um processo de transformação igual aos bens materiais. Para construir uma casa é preciso um papel ou programa de computador para ir rascunhando a ideia até chegar na imagem da casa dos seus sonhos. Para carros e objetos também é assim.
O mesmo ocorre com os seres humanos, mas, poucos se atentam para isso. É interessante conquistar melhorias nos nossos comportamentos, na percepção sobre nossa vida, sobre quem somos e quem podemos ser. Não devemos conquistar somente casa, carro, celular e demais bens materiais. A vida é muito mais que isso!
E você? Qual será seu próximo sonho realizado? Não fique parado. Faça ações permanentes em direção aos seus objetivos de superação interna porque se não for prejudicar ninguém, você vai ser uma pessoa bem feliz quando viver essas emoções indescritíveis de superações!
Se precisar de ajuda, faça contato comigo através do e-mail abaixo, ou Whats App 32-98409.3027, ou instagram Inclusão Positiva. Te ajudo neste processo de superação!
Lembre-se que a frase “vou conseguir” tem que estar na sua mente em todas as situações.
Trabalho com Palestras, Mentoria e Treinamentos com foco em Neurociências e Comportamento
de forma online e presencial.
Faça contato através de um dos nossos canais para que você possa traçar objetivos, realizar projetos
e o mais importante, ser feliz hoje.
Se você tem uma história de sucesso de Inclusão Positiva e deseja compartilhar conosco, envie para o e-mail contato@inclusaopositiva.com.br
Até a próxima história!